Colheita de milho crioulo

Sementes crioulas são variedades cultivadas e selecionadas há gerações pelos agricultores familiares e comunidades tradicionais, e por isso são adaptadas às condições dos locais onde foram tradicionalmente cultivadas.

Não passaram por métodos científicos de melhoramento genético e, por conseguinte, não foram patenteadas por alguma empresa.

Uma vantagem importante do uso dessas variedades é que não precisamos comprar sementes.

As sementes podem ser selecionadas a cada cultivo e semeadas nas safras seguintes.

Porém, por se tratar de uma variedade, tanto a lavoura quanto as espigas apresentam-se bastante heterogêneas
 
plantas diferentes quanto a altura, coloração dos caules, tamanho e coloração das espigas e dos grãos. 

No vídeo abaixo, mostramos uma de nossas primeiras colheitas de milho crioulo. 

 

E aqui , por exemplo, apesar de termos plantado sementes de milho roxo (temos também a variedade amarela, que plantamos em outra época), algumas das espigas produzidas têm grãos amarelos. 


Essa heterogeneidade, que resulta da diversidade genética dessas variedades, não é bem-vinda em grandes cultivos comerciais, que são mecanizados e buscam uma produção padronizada.
 
Para nós, no entanto, essa característica é uma de suas principais qualidades!

Pois graças a ela podemos selecionar, a cada geração, as sementes das plantas com as características desejadas e mais adaptadas às condições do ambiente e do sistema de cultivo adotado.

Plantar e colher milho é, por si só, uma experiência incrível

 
Mas após colher nossas primeiras espigas nos deparamos com um problema: como utilizá-las? Não é como ir ao supermercado e
comprar o fubá, a canjica ou a milharina!

Felizmente, fomos descobrindo e desenvolvendo métodos e processos simples para transformar os grãos de milho e incluir essa maravilha em nossa alimentação diária

 
Mas isso deixaremos para posts futuros… Até lá! 

Um pouco da nossa colheita de milho crioulo


 

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