Colhendo mangalô

O post de hoje vamos mostrar a colheita de nosso mangalô, ou feijão mangalô, também conhecido como vagem orelha de padre.    A gente pode colher o cacho todo, e depois separar as vagens que vão ser consumidas de uma forma ou de outra. Ou pode colher apenas as vagens no estágio que queremos consumir. … Ler mais

Fava: uma ótima opção para seu muro

Desde o início, temos nos empenhado em criar alternativas para atingir nossa autossuficiência na alimentação, produzindo de forma orgânica e com os recursos disponíveis no nosso quintal.

Nessa perspectiva, a fava, também conhecida como feijão-fava, foi um achado!
 
A planta é rústica, fácil de se cultivar, e seus grãos são para nós uma importante fonte alternativa de proteína no nosso dia a dia. É muito resistente à seca, e suas folhas permanecem verdes mesmo nos períodos de pouca chuva.
 
Tradicionalmente, a cultura é cultivada em consórcio com o milho, a mandioca ou a mamona, que lhe servem de suporte. Trata-se de uma opção interessante, visto que a fava ajuda a combater o mato entre as culturas, além de contribuir para melhorar a fertilidade do solo, já
que a planta se associa a bactérias fixadoras de nitrogênio.
 
Já plantamos em consórcio com o milho, mas seu ciclo é muito longo. Colhido o milho, a fava leva ainda um bom tempo para ser colhida. Como temos interesse em utilizar a área para outros cultivos (principalmente feijão), optamos pelo muro.
 
Decidimos cultivá-la próxima ao muro, onde fixamos arames para dar suporte a suas ramas.

Aqui ela
já começa a se destacar, com cerca de 1 mês após a semeadura (janeiro/2020)

Feijão-fava (março/2020).

Início da floração (abril/2020).

Feijão-fava (maio/2020).

 Seu
vigoroso crescimento não perdoou nem o pé de mamona
(maio/2020).

O muro
também serve de apoio para o amor-agarradinho
(maio/2020).

 É
possível ter favas e flores, alimento e beleza no mesmo lugar
(maio/2020).

E a
experiência vai dando certo… (junho/2020).

Vagens verdes (junho/2020).

 Hora da colheita! (agosto/2020).

No
nosso canal no YouTube postamos um vídeo mostrando a nossa experiência de plantar fava no muro
do quintal. Vale a pena conferir! Até logo!
 

 


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Processamento artesanal do milho crioulo: fazendo fubá e canjica

Como afirmamos no post anterior, ficamos felizes ao colher nosso milho crioulo. Porém, nossa produção é pequena, para autoconsumo, e não faria sentido adquirir um equipamento mais caro para processá-la. Daí fizemos várias tentativas para, de forma simples e barata, processar o nosso milho. Neste post mostraremos uma delas, usando um simples moinho manual de … Ler mais

Colheita de milho crioulo

Sementes crioulas são variedades cultivadas e selecionadas há gerações pelos agricultores familiares e comunidades tradicionais, e por isso são adaptadas às condições dos locais onde foram tradicionalmente cultivadas.

Não passaram por métodos científicos de melhoramento genético e, por conseguinte, não foram patenteadas por alguma empresa.

Uma vantagem importante do uso dessas variedades é que não precisamos comprar sementes.

As sementes podem ser selecionadas a cada cultivo e semeadas nas safras seguintes.

Porém, por se tratar de uma variedade, tanto a lavoura quanto as espigas apresentam-se bastante heterogêneas
 
plantas diferentes quanto a altura, coloração dos caules, tamanho e coloração das espigas e dos grãos. 

No vídeo abaixo, mostramos uma de nossas primeiras colheitas de milho crioulo. 

 

E aqui , por exemplo, apesar de termos plantado sementes de milho roxo (temos também a variedade amarela, que plantamos em outra época), algumas das espigas produzidas têm grãos amarelos. 


Essa heterogeneidade, que resulta da diversidade genética dessas variedades, não é bem-vinda em grandes cultivos comerciais, que são mecanizados e buscam uma produção padronizada.
 
Para nós, no entanto, essa característica é uma de suas principais qualidades!

Pois graças a ela podemos selecionar, a cada geração, as sementes das plantas com as características desejadas e mais adaptadas às condições do ambiente e do sistema de cultivo adotado.

Plantar e colher milho é, por si só, uma experiência incrível

 
Mas após colher nossas primeiras espigas nos deparamos com um problema: como utilizá-las? Não é como ir ao supermercado e
comprar o fubá, a canjica ou a milharina!

Felizmente, fomos descobrindo e desenvolvendo métodos e processos simples para transformar os grãos de milho e incluir essa maravilha em nossa alimentação diária

 
Mas isso deixaremos para posts futuros… Até lá! 

Um pouco da nossa colheita de milho crioulo


 

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