Você já ouviu falar da pitaya ‘Palora do Equador’? Conhecida pelo alto grau de doçura, ela conquista quem busca variedades autoférteis para plantar no quintal e colher com facilidade.
Neste post, você vai conhecer nossa primeira experiência com essa variedade, desde o tempo de espera até a hora da prova. Será que ela é tudo isso mesmo?
Características da variedade
Já falamos aqui no blog sobre a variedade ‘Palora do Equador’, na qual tivemos a oportunidade de comprovar, na prática, que ela é de fato uma pitaya autofértil.
Em resumo, a pitaya ‘Palora’, também conhecida como Selenicereus megalanthus, é uma variedade de pitaya amarela originária da região de Palora, no Equador.
Considerada por muitos como uma das mais doces entre as pitayas, ela se destaca pela casca amarelo-dourada com espinhos finos e pela polpa branca extremamente suculenta e aromática.
Autofertilidade e polinização natural
Além do sabor marcante, a ‘Palora’ possui uma característica valiosa para os produtores: é autofértil e autopolinizável, ou seja, consegue produzir frutos sem depender de outras plantas ou polinização manual.
O fruto que estamos colhendo hoje nasceu de uma única flor, sem a presença de outras flores da mesma espécie (ou até mesmo de outra variedade) nas proximidades, o que elimina qualquer possibilidade de polinização cruzada.
E mais: não realizamos nenhum tipo de intervenção manual ou polinização artificial. Foi a própria planta, por conta própria, que garantiu esse resultado, o que reforça ainda mais o valor dessa variedade para quem cultiva em casa com espaço limitado.
Nosso primeiro fruto
E conforme prometido, nós estamos vindo aqui para mostrar o primeiro e único fruto da nossa pitaya ‘Palora do Equador’.
Ela não atingiu o estágio total de maturação, mas segundo as informações que temos, o maior grau Brix (a maior doçura) ocorre quando ela está um pouquinho antes de madura.
Essa medida é tão relevante que muitos produtores usam o Brix como critério para definir o momento ideal da colheita.
O que é o Brix?
Esse termo Brix é usado para medir a quantidade de açúcares naturais presentes em frutas, sucos e outros alimentos.
Quanto maior o Brix, mais doce é o produto. A escala é expressa em porcentagem: por exemplo, um fruto com 15° Brix tem aproximadamente 15% de sólidos solúveis, principalmente açúcares.
No caso das pitayas, os valores podem variar bastante conforme a variedade/especie e o estágio de maturação.
As variedades da pitaya branca (da espécie Selenicereus undatus costumam apresentar entre 10° e 13° Brix, enquanto variedades mais doces, como a ‘Palora’ (Selenicereus megalanthus), podem ultrapassar 17° Brix, entregando uma doçura naturalmente intensa e muito apreciada por quem cultiva e consome.
Além disso, há um relato no YouTube do canal Betinho Pitayas em que o produtor mostra frutos da variedade ‘Palora’ com 23° Brix, medidos diretamente em sua plantação no Brasil.
Tempo de maturação
Uma outra característica marcante da pitaya ‘Palora do Equador’ é o seu longo ciclo de maturação.
Enquanto outras variedades costumam estar prontas para colheita em poucas semanas após a floração, a ‘Palora’ leva cerca de 90 a 100 dias, podendo atingir até 120 dias para chegar ao ponto ideal.
Vale lembrar que nossa altitude é muito próxima ao nível do mar e o clima da cidade é bastante quente. Aqui ela levou cerca de 104 dias (aproximadamente 3 meses e meio) desde a floração até esse momento.

Espinhos e manuseio
Para colher – ela tem bastante espinhos – deveríamos passar antes uma escovinha na superfície dos frutos. Mas esquecemos de levar para o quintal.
Os espinhos saem com bastante facilidade. Basta tocá-los que se soltam. Assim, conseguimos removê-los passando a faca levemente sobre eles.
Esse é um detalhe curioso da ‘Palora’: embora tenha muitos espinhos na casca, eles se desprendem com facilidade, o que torna o manuseio menos complicado do que parece à primeira vista.
Ainda assim, é recomendado o uso de escovas ou luvas para evitar qualquer lesão, principalmente em colheitas maiores.
Tamanho do fruto
Então, veja aí o nosso primeiro fruto da pitaya ‘Palora do Equador’.

Vejam que deu um fruto bastante pequeno, né? Um pouco menos de 150g. E está aquém, obviamente, do tamanho normal de outros produtores.
Os frutos da pitaya ‘Palora’ apresentam massa média de 400 g em cultivos conduzidos sob condições fitotécnicas ideais.
Vale lembrar que este é um fruto cultivado em ambiente doméstico, em condições naturais e sem adubação química ou técnicas avançadas.
Por isso, o tamanho reduzido pode estar relacionado à fase inicial da planta ou ao nosso modo de cultivo, o que não diminui a importância da experiência.
Mas essa é a nossa primeira experiência. A gente espera que no futuro consiga frutos bem maiores que esse.
Impressões de sabor
Bom, a impressão que temos ao provar essa pitaya é de que ela se assemelha às demais em termos de características gerais.
Ela tem uma textura mais crocante por causa das sementes, e essa crocância até dá um toque especial.

A ‘Palora’ tem a semente relativamente maior que as demais. E por conta disso, não sabemos exatamente como se comportará em receitas, como geleias ou sobremesas cremosas. Mas sinceramente, acreditamos que isso não será um problema!
Temos muitas descobertas pela frente, e cada preparo será uma oportunidade de conhecer melhor essa fruta tão exuberante.
Sabor e doçura
Como já mencionamos, a pitaya ‘Palora’ não apresenta grandes diferenças de sabor em relação às demais, com exceção da doçura, que é consideravelmente mais intensa do que a pitaya branca comum que cultivamos aqui.
Não há alguma característica adicional de sabor; o que realmente se destaca é o nível de açúcar natural. Percebemos nitidamente que ela é bem mais doce, resultando numa fruta bastante saborosa.
E a polpa branca e brilhante reforça a percepção de frescor e suavidade comum dessa fruta.
Mesmo sendo pequena, o sabor é marcante e deixa vontade de repetir a experiência.
Cultivo caseiro e vantagens
E com certeza vale muito a pena tê-la no quintal, até por ela ser uma pitaya autofértil e que produz em épocas diferentes das demais pitayas.
Esse detalhe é importantíssimo para quem pretende cultivar: por ser autofértil, a ‘Palora’ não depende da presença de outras variedades para frutificar.
E por produzir fora da safra comum, ela garante fruta em momentos em que outras pitayas não estão disponíveis, ampliando o aproveitamento no ano.
Considerações finais
Estamos muito satisfeitos com esse resultado que estamos passando aqui para vocês hoje.
Se você está pensando em cultivar, vale a pena apostar na ‘Palora do Equador’, seja pelas características agronômicas ou pela sua doçura marcante.
Esperamos continuar documentando os próximos frutos, trazendo mais informações e experiências não só sobre essa variedade, mas também sobre essa espécie tão promissora e saborosa.
Até mais, pessoal!