Minipepino é muito mais que fruto! Descubra o uso das folhas

Embora o minipepino seja mais conhecido pelos seus frutinhos exóticos e versáteis, são suas folhas que roubam a cena no post de hoje.

Pouco exploradas na cozinha, essas folhas comestíveis guardam um enorme potencial culinário e nutricional, podendo ser consumidas cruas, refogadas ou incorporadas em sucos e sopas.

Ricas em vitaminas e minerais, elas se revelam uma alternativa saborosa e acessível para variar a alimentação com ingredientes frescos da horta, disponíveis o ano todo.

Pouca gente sabe disso, mas essa planta oferece uma abundância de opções culinárias e nutricionais que vão muito além do seu fruto exótico.

Neste post, vamos mostrar como aproveitar tudo que essa planta oferece, com um carinho especial para as folhas, que surpreendem tanto pelo sabor quanto pelos benefícios.

Origem e cultivo do minipepino

O minipepino, também conhecido como minipepino vermelho, pertence à espécie Coccinia grandis, uma planta trepadeira da família das cucurbitáceas.

Essa espécie é nativa da Ásia e bastante cultivada em diversas regiões tropicais e subtropicais do mundo. Ela é apreciada não apenas pelos frutos, mas também pelas folhas, que, como vamos mostrar aqui, são comestíveis e extremamente nutritivas.

No Brasil, vem ganhando espaço na agricultura familiar e em hortas urbanas por sua produtividade, resistência e versatilidade na alimentação.

Além disso, o minipepino é conhecido por suas propriedades medicinais em algumas culturas, sendo usado tradicionalmente em preparos que visam auxiliar no controle da glicemia e na saúde digestiva.

Desmistificando o minipepino

Como já falamos também num post anterior, há pessoas que desanimam com o minipepino ou minipepino vermelho, porque plantam, se encantam com a abundância de frutos, mas depois se desencantam com o fato de que esse fruto não é exatamente igual a um pepino, porque, de fato, é de uma outra espécie.

Então, já mencionamos aqui como se deve usar, como se deve tratar o minipepino como uma planta diferente.

Acreditamos até que as receitas que se podem fazer com ele são mais próximas até de uma abóbora, de uma abobrinha, de um chuchu do que de um pepino, pela questão de sabor e de textura.

Isso exige uma certa criatividade e abertura culinária para descobrir novas formas de preparo, mas é justamente aí que mora a beleza do minipepino.

As folhas como ingrediente funcional

Mas também já falamos aqui do minipepino maduro. E uma coisa que provavelmente quem cultiva o minipepino desconhece é que suas folhas também são comestíveis, tal como as folhas da abóbora, do chuchu, que também entram em receitas.

Esses brotinhos são comestíveis, tanto crus quanto refogados ou cozidos. E são semelhantes à famosa receita de cambuquira, que é a pontinha da abóbora ou do chuchu, já presente na culinária tradicional.

Essas folhas são ricas em vitamina A, vitamina C, vitaminas do complexo B, minerais como cálcio, potássio, magnésio e ferro. Elas também contêm compostos importantes como antocianinas e carotenoides.

Além de saborosas, funcionam como um verdadeiro reforço para a saúde, especialmente em dietas que valorizam alimentos funcionais e sustentáveis.

Produção contínua e usos variados

Portanto, é mais uma alternativa alimentar importante, mais uma hortaliça que pode ser aproveitada, como já falamos, durante o ano inteiro, né? E não é qualquer planta, qualquer hortaliça que tem essa função tão relevante: estar disponível o ano inteiro sem grandes exigências de manejo.

Uma coisa interessante também sobre o minipepino é que ele é um fruto que a gente chama de climatérico. Você pode colher ele mesmo verde ou de vez, que ele vai madurar se for deixado à vontade dentro de casa.

Outra questão é que, se a colheita de minipepinos maduros não for suficiente para atingir uma receita — uma compota, um doce ou mesmo um suco — é possível ir somando os frutos colhidos diariamente, congelando e adicionando os novos até alcançar o volume necessário para as preparações.

O minipepino como fruta

Vejam que, se quisermos ver o minipepino não só como uma verdura, uma hortaliça ou um legume, mas também como uma fruta, isso é bastante interessante — já que se trata de uma fruta disponível o ano inteiro.

Isso representa uma grande vantagem, especialmente em sistemas agroecológicos ou hortas caseiras, onde a constância de produção é um diferencial.

É como se tivéssemos aqui um melão ou uma melancia mais suave, com sabor menos marcante, porém nutritiva e acessível ao longo de todo o ano.

minipepino-maduro

E as galinhas também adoram. Ou seja, é uma planta que beneficia não só os humanos. Versatilidade completa!

Como já mencionamos em posts anteriores, principalmente se tratando de minipepinos maduros, é bom usar uma tesourinha, porque eles têm uma textura muito delicada. E, se arrancados com a mão, podem facilmente ser danificados.

Folhas: aproveitamento integral no prato

Depois de conhecer os frutos do minipepino, chegou a hora de destacar um dos seus maiores tesouros escondidos: as folhas.

Apesar de pouco utilizadas na culinária convencional, essas folhas são comestíveis, nutritivas e incrivelmente versáteis. Após colhê-las e realizar a higienização adequada, vamos mostrar como usá-las de uma forma simples e deliciosa — uma maneira saborosa de ampliar o aproveitamento integral dessa planta fascinante.

Essas folhas podem ser consumidas cruas, em saladas e sucos verdes, como também podem ser refogadas, adicionadas às sopas. E são muito saborosas.

Comparando sabores e texturas

Na verdade, o sabor lembra bastante o da couve — tanto crua quanto refogada. E preparamos principalmente refogada como se faz normalmente com a couve.

É até interessante fazer uma comparação com as folhas de abóbora, pois para serem consumidas, normalmente precisam ser bem cozidas, já que são mais fibrosas e possuem pelos. A abóbora, para ser consumida, precisa de refogar por mais tempo.

Por outro lado, com o minipepino não: ele pode ser consumido direto, cru. As folhas já são gostosas e refogadas — pelo menos para o nosso paladar — ficam ainda mais saborosas. Essa suavidade abre espaço para seu uso em pratos leves, sofisticados ou do dia a dia.

Receita prática: folhas refogadas

Na hora de preparar as folhas para o refogado, o processo é simples e segue a lógica da couve. Basta reunir as folhas já higienizadas, empilhá-las delicadamente e cortá-las em tiras finas.

Comece aquecendo um fio de azeite (ou outro óleo de preferência) e dourando o alho.

Em seguida, adicione as folhas de minipepino já limpas e picadas, e misture bem.

Tempere com sal a gosto, desligue o fogo e mexa por mais alguns instantes para finalizar o refogado.

As folhas vão murchar suavemente, absorvendo os aromas do alho e do azeite.

Essa receitinha é muito simples e representa outra forma de aproveitar os benefícios e a riqueza do minipepino ou minipepino vermelho.

E olha só, pessoal: de verdade, se alguém provar esse prato sem saber do que se trata, vai pensar que está comendo couve refogada!

É muito gostoso.

As folhas de minipepino refogadas são realmente parecidas com a couve, com a vantagem de serem uma alternativa ainda menos convencional e cheia de benefícios nutricionais.

Outras formas de aproveitar a planta

No almoço de hoje, montamos um prato simples no qual o minipepino aparece de duas formas: os minipepinos verdes e salteados, como já mostramos em outra receita, e as folhas refogadas, como falamos aqui no post.

Também vale a pena conferir:

Até mais, pessoal!

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