Colheita de sementes de rúcula: guia completo

Se você gosta de ter uma horta em casa ou simplesmente se interessa por jardinagem, vai adorar acompanhar o processo de colheita de sementes de rúcula.

Essa hortaliça tão popular nas saladas não é apenas fácil de cultivar, mas também oferece a chance de garantir novas safras sem precisar comprar sementes novamente.

Hoje vamos mostrar, passo a passo, como identificar o momento certo da colheita, como armazenar e até algumas curiosidades sobre o ciclo da planta.

Prepare-se para descobrir que cultivar rúcula pode ser ainda mais gratificante quando você aprende a colher suas próprias sementes!

Colheita das folhas

Normalmente, quando cultivamos a rúcula em casa, já é possível começar a colher as primeiras folhas por volta dos 30 dias após o plantio.

Esse processo pode se estender até cerca de 60 dias, desde que a gente vá retirando apenas algumas folhinhas de cada vez, sem arrancar a planta inteira.

Diferente do que acontece na produção comercial, onde o pé costuma ser retirado de uma vez, no cultivo doméstico podemos prolongar a colheita e aproveitar muito mais o sabor fresco da rúcula.

Floração da rúcula

Após esse período, há a tendência de que ela entre em floração.

Mas essa floração não tem uma data pré-definida ou um ciclo pré-definido, porque vai depender muito da temperatura.

Quando o clima está mais frio, a floração atrasa. Mas quando chega principalmente o calor, a planta tende a florescer precocemente.

E depois que floresce, nós temos a possibilidade de colher as sementes.

Rúcula adulta

A rúcula, quando está adulta, é bem diferente daquela plantinha que a gente normalmente compra no supermercado com folhas tenras e que normalmente não passam muito de 20 cm de altura.

Na fase adulta, ela pode alcançar facilmente 50 cm de altura ou até mais.

Nessa etapa, suas folhas ficam bem menores do que aquelas que costumamos ver no supermercado, mas em compensação a planta passa a produzir frutos em grande abundância, garantindo uma excelente quantidade de sementes para futuras colheitas.

Autopolinização

A rúcula é uma planta predominantemente autógama, ou seja, ela tem a capacidade de se autopolinizar.

Isso significa que o pólen produzido pelas próprias flores consegue fecundar os seus óvulos, garantindo a formação de sementes viáveis mesmo sem a presença de outras plantas por perto.

Em outras palavras, uma única rúcula já é suficiente para gerar sementes e dar continuidade ao ciclo de cultivo, o que torna essa hortaliça ainda mais prática para quem mantém uma horta caseira.

Essa informação é realmente muito relevante, e por isso nós já preparamos um vídeo exclusivo só sobre esse tema.

Também vale muito a pena dar uma olhada no post complementar, onde preparamos uma tabelinha bem organizada com outras plantas e incluímos várias dicas práticas para facilitar o processo de cultivo e colheita de sementes.

Esses conteúdos extras ajudam a visualizar melhor as diferenças entre espécies e pode servir como guia rápido para quem está começando ou quer aprofundar seus conhecimentos na horta.

Momento da colheita das sementes

Essa planta aqui deve estar com cerca de quatro a cinco meses. E vejam que já há sementes se abrindo.

A gente não pode aguardar que a maturação dos frutos atinja esse ponto, porque senão elas vão se abrir e a gente perde as sementes.

Portanto, o ideal é a gente colher um pouquinho mais cedo quando elas estão com aquela cor que lembra cana, mais amarelada.

Passo a passo da colheita

1. Cortar as hastes que já apresentam frutos em estágio de pré-maturação.

Para dar início à colheita das sementes, o primeiro passo é cortar as hastes que já apresentam frutos em estágio de maturação — ou melhor dizendo, em pré-maturação.

Esse momento é crucial, porque como já falamos, se esperarmos demais, os frutos podem se abrir sozinhos e liberar as sementes no solo, fazendo com que a gente perca parte da produção.

Ao colher no ponto certo, garantimos que as sementes fiquem bem preservadas e prontas para serem armazenadas.

2. Colocar as hastes dentro de um recipiente, e deixá-las em um ambiente seco e bem ventilado, onde os frutos podem terminar de se abrir naturalmente.

Dessa forma, conseguimos que as sementes se soltem sem risco de perda, garantindo um aproveitamento máximo da colheita.

Esse cuidado simples faz toda a diferença para preservar a qualidade das sementes e facilitar o processo de armazenamento.

Pode ser uma sacola simples ou qualquer outro tipo de recipiente que permita ventilação.

O importante é deixar esse material em um ambiente seco e arejado, com a sacola aberta, para que o ar circule e os frutos possam terminar de secar naturalmente.

Assim, quando as cápsulas começarem a se abrir, as sementes se desprendem sem risco de se perderem, ficando todas armazenadas de forma prática e seguras para a próxima etapa.

3. Após cerca de 15 dias, esmagar suavemente as hastes secas para liberar as sementes.

E isso a gente faz isso dentro do próprio recipiente utilizado.

4. Retirar manualmente os restos mais grosseiros.

Feito isso, a gente já pode tirar com a mão a parte mais grosseira desse material, como pedaços de cápsulas e restos das hastes.

5. Peneirar para separar as sementes com mais facilidade.

Pode usar uma peneira ou até mesmo um escorredor de macarrão para separar as sementes com mais facilidade.

6. Por fim, vamos separar o restante das impurezas com auxílio do vento.

Esse processo simples ajuda a deixar o material mais limpo e garante que as sementes fiquem prontas para o armazenamento ou para o próximo plantio.

7. Armazenar em recipientes adequados.

Armazenamos as sementes em potes de plástico, vidro ou alumínio, garantindo que não fiquem expostas à umidade.

8. Registrar nome e safra.

Etiquetar ou anotar no próprio recipiente o ano de produção e o nome da planta.

9. Armazenar em temperaturas amenas.

Para prolongar a viabilidade, mantemos as sementes em um ambiente fresco, como a parte inferior da geladeira, onde a temperatura mais estável preserva seu vigor germinativo.

Abundância de sementes

Vejam que é uma quantidade tão grande de sementes que nós poderíamos ficar o resto da nossa vida sem ter que comprar semente de rúcula.

É óbvio que vão se passar alguns anos e a gente vai ter que colher novamente outras sementes, né?

Por causa da questão da viabilidade, com o tempo elas vão deixar de ser viáveis.

Mas como a gente já mostrou em um vídeo no nosso canal, guardando na geladeira, a gente tem sementes por muito tempo, pois conseguimos prolongar bastante sua durabilidade.

Vantagens de colher suas próprias sementes

– Garantia de linhagem adaptada ao solo e clima.

– Evita sementes híbridas ou tratadas que não germinam em ciclos seguintes.

– Economia e independência na horta caseira.

Como a gente já falou em outros vídeos, a gente tenta colher o máximo de sementes que a gente consegue aqui no nosso clima.

Rúcula: uma hortaliça ideal para iniciantes

Para quem está começando na jardinagem ou na horta caseira, a rúcula é uma excelente opção.

Ela cresce rápido, exige poucos cuidados e se adapta bem a diferentes tipos de solo.

Além disso, pode ser cultivada tanto em canteiros maiores quanto em vasos, o que facilita para quem mora em apartamento ou tem pouco espaço.

Dica final

Uma dica prática é sempre observar o ciclo da planta e não ter pressa em colher todas as folhas.

E deixar algumas plantas seguirem até a floração e frutificação é essencial para que possamos ter sementes para os próximos ciclos.

Por fim, reforço que colher sementes de rúcula é apenas o começo. Muitas outras hortaliças permitem esse processo: alface, tomate, pimentão, entre tantas outras.

Cada espécie tem suas particularidades, mas todas trazem a mesma satisfação de ver a vida se renovando no ciclo da natureza.

Então é isso, pessoal. Até mais.

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